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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O hilariante caso da caneta de ouro e o c... rachado

Numa reunião de prefeitos da região nordeste do Estado, realizada em Porto Alegre, com a presença do então Interventor, General José Antônio Flores da Cunha (1930-1937), aconteceu um caso hilariante

Após a reunião, tendo sido lida a ata do evento, o Interventor assinou-a primeiro e depois cedeu sua caneta – de ouro! – para os demais assinarem.

Depois disto, eles ficaram no recinto trocando ideias sobre suas administrações e conversando outras coisas. Neste ínterim, a mencionada caneta caiu no chão e foi encontrada pelo então prefeito de Flores da Cunha, Sr. Heitor Curra, na presença do prefeito de Caxias do Sul [Sr. Dante Marcucci]. Quando o Interventor se deu conta de que não estava com sua caneta, gritou preocupado: 

“ – Perdi minha caneta de ouro!”

O prefeito de Caxias, que sabia onde ela estava, avisou prontamente:
 “ – Não se preocupe, excelência, o CURRA ACHOU!”.

Em forma de brincadeira, o Interventor disse:
“ – Não devias tê-la botado lá, sabendo que poderia rachar.”

O General Flores da Cunha, apesar de muito sisudo, tinha seus dias de bom humor e aquele era um deles. Aproveitando-se repentinamente do trocadilho, formulou uma frase um tanto pornográfica, que ficou na história.


Memórias de Antonio Claudino Boscatto (1994). Transcrito pelo História Caxias.


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sexta-feira, 11 de março de 2011

Nudez divulga Festa da Uva de 1932

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Texto do documento acima, transcrito pelo História Caxias:

Caxias do Sul, 12 de março de 1998 - Coluna Sete Dias

As Festas da Uva guardam segredos. Um deles está relacionado à propaganda da festa de 1932. Na época, o diretor do evento e presidente da Associação de Comerciantes, Dante Marcucci, solicitou ao sobrinho, Fernando Balén, para endereçar dois folhetos de divulgação da festa para pessoas do Rio de Janeiro e de São Paulo. O primeiro folheto dessa que seria a primeira mala direta feita em Caxias do Sul era normal, com informações sobre a festa. Já o segundo foi ilustrado com tema mais audaz para a época: o corpo feminino livre de qualquer traje. Só agora divulgado por Balén, o folheto traz uma jovem nua, com o sexo coberto apenas por uma folha de parreira. No espelho que reflete a imagem da bem fornida moça, a frase “Salve a Festa da Uva”. Aos pés, uma frase bíblica de Salomão relacionando os prazeres do corpo ao de degustar a uva e o vinho. Até hoje ninguém sabe qual a procedência da ilustração e como ela foi parar na Festa da Uva.

Balén, participante da história, conta que foi convidado por Marcucci para encarregar-se da mala direta por ser um exímio datilógrafo – havia concluído o curso com louvor de bater 84 palavras por minuto. “Deram-me uma mesinha, uma máquina Remington, modelo 120, um monte de envelopes, milhares de impressos e os guias telefônicos do Rio de Janeiro e de São Paulo”. A tarefa de Balén era bastante simples, embora muito trabalhosa. “Eu devia endereçar, rua por rua, os envelopes, colocar neles os dois impressos e depois pôr no correio”, relembra Balén. O trabalho iniciou em dezembro de 1931 e seguiu até fevereiro. Muitas vezes, Balén ficou em frente à maquina por oito ou dez horas diárias. O folheto que tratava da festa informava sobre a data de realização, as atrações. “O outro não mostrei a ninguém”.

Quem assina a fotografia do folheto “secreto” é Léo, acompanhado do número 17 – ou 74, já que deve ter sido retocado. Mas esses dados não esclarecem a procedência. Nem mesmo Balén tem a mínima idéia de onde saiu a ilustração e nem como ela foi aproveitada para divulgar a festa. O texto que acompanha o folheto é inspirado no Cântico dos Cânticos, parte da Bíblia, Antigo Testamento, atribuída a Salomão. São três frases. A primeira e a segunda são condensadas. A terceira é o versículo 12 do capítulo sete. Devem ter origem em traduções, correntes na época, dos padres Matos Soares e Antônio Pereira de Figueiredo. As traduções das bíblias mais atuais têm o versículo ampliado.

[Legenda da imagem]: Procedência: ninguém sabe dizer de onde surgiu a foto, nem como foi utilizada como propaganda da maior festa da cidade.

 [Fim do documento, os grifos são do História Caxias]

Informações complementares: 

A Festa da Uva de 1932, apesar de oficialmente ser a primeira, é considerada como a segunda festa. A exposição de uvas de 1931, que visava divulgar o cultivo da fruta na região de Caxias do Sul, acabou sendo considerada mais recentemente como a primeira Festa da Uva

Informações de pesquisa:

Publicação: Jornal Pioneiro (Caxias do Sul, RS, Brasil)
Data publicação: 12 mar. 1998
Acervo:  Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (AHMJSA) - Hemeroteca
Consulta: Centro de Memória da Câmara Municipal de Vereadores de Caxias do Sul (AHCM) (http://www.camaracaxias.rs.gov.br)
Metadados: JPEG; 153kb; 96dpi

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